quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Noite de duas luas

O que aprendi
Tendo as sete vidas
Como os vitrais na basílica
Ancorando nas areias das pátrias
Como terras não descobertas
Cada pessoa numa promessa oferecida
Ousada no altar da santidade
Corrompida com o amor da salvalção
Destilado em paixões
Moças destilando emoções das antigas correntes
Os moços desejam os corpos das moças
Como serpentes nas liras desejam
As mãos do tocador
Crueis e infieis, lágrimas mentidas
A vida desponta
Amor de minhas entranhas, morte viva
Em vão espero tua palavra escrita




As ultimas duas linhas deste poema, peguei emprestado de outro, em dedicação a Federico Garcia Lorca, um dos maiores poetas que tomei conhecimento.

O Barlô

O Barlô pensava que era gente, quando nem gente era.
A utopia era quem era Barlô, e pensava como um grito na noite na sua seresta.
A comum vida era de todo sacrificada com um emprego que nada valia, nada na vida parecia para Barlô ter motivo. A dura paisagem de pedra florescia branca com a luz na janela, eu penso que Barlô era um tanto poeta, e um tanto vagabundo também.
A crise da existencia se devia ao fato da inconsistência das coisas em terem nomes, o nome da um sentido ou forma? Como dar forma e sentido ao que já tem forma e sentido.
O olhar de Barlô era uma lente fundo de garrafa que fazia as coisas parecerem esfumaçadas.
Em que momento Deus se tornava três pessoas? Nada nas charadas dava nome as coisas e no entanto eram a maravilha inventada de Deus. Deus não era Deus, era um nome, aquele que era nomeado Deus era.....
Barlô se descobria no fundo fim da natureza das formas nomeadas, ele encontrava Deus além do nome, na concepção da única geratriz unidimensional que criaria onisciente um ser criador de si, Barlô encontrava em Deus a criação de Deus, como inexistência criando a existência através da ausência de sua forma.
Nada de sentido davam a Barlô a maior compreensão do dia em que havia acordado com 10 anos e de súbito se vira no espelho, se deparara com o reflexo que dava forma ao que não era mesmo sendo, havia a forma refletida, mas não havia existência da forma, a imagem somente era um aparente exemplar do que já existia, apenas como visão, uma fusão como fragmento dos olhos, uma visão criada da visão, vejo que é, e que não esta.
A razão lógica das coisas não tinha lógica para Barlô, a resposta era a primaria ilusão da verdade mais funda, uma verdade que não tinha resposta, somente era a verdade.

Comumente

É verdade
Aconteceu de repente
De todos os lados
Com todos os olhos comentados
A risca do meu acaso

É verdade
É realidade
Como nunca visto
A minha cara tão palida

É um dia
Mal tirado
Em fotografia

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ode ao salvador

Este novo traço
Com que tanto me encantei
De tantas formas
Nas dunas de areia
Repeti este rosto, e cantei poemas
Este, que novamente se pos
A minha frente
Dentre tantas pessoas nas ruas
Eu chorei tua morte crua
Insensível e covarde
Nada fizeram e nada
Voltará o passado, nem tua vida
Me perdoa pois não nasci a tempo
De te salvar, nem mesmo salvar a outros
Agora vivemos a guerra oculta
Nos sussurros e nos canto escuros
Quem vai te perdoar
Na loucura pelo dinheiro
Na traição que fizeste
Onde terás paz no teu repousar eterno
Bom companheiro
Quem te dará o perdão eterno
Se eu sei teu segredo
Depois de tua morte
Gênio, mas ainda sim,humano
E fraco
Mesmo teus olhos inocentes
Não te perdoam
Mas pela noite caminhamos
Perdidos nos ponteiros
Dos teus bigodes nus
Da tua palavras tremula
Minha infancia tão escassa
Não foi pequena
Nem pelas traduções
Tua fama hedionda te foi cruz
E não foi pouca
Paga teu erros
Na morte de quem foi tão algoz
Apoiador durante as noites
Nas tabernas
Triste a casa cinza
De agora a antes
Nada mais de fluir os ventos
Nem cantar as noites nem a lua
Já perdeu a graça
As risadas de adolecência
Já passou, hoje é lembrança
Tudo se foi
Sobrou aqui a criança sarcastica
Mentindo de viver a vida de infancia
Sem lagrima

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Imantum

Dadas as rosas ao vento
E a luz que aos poucos se torna sombra
Ao tocar na gota de um lamento
Camponesa vida tristonha
Pelos campos, respirando as nuvens
Há anjos e ratos dentro de mim
Como moradores da pensão
Batem os sinos
Minha lingua tem o mel e o sal
E as partituras lindissimas
Quantas virtudes fazem o homem?
Tenho dois corações, um ateu
O outro santo, como um perdão
Que as almas passem pela harpa
E que refinada saia a gota
Que é Deus

Dormia

Os meus tantos olhos
Que descobriram as cores
Nas sombras
Quem me dera ter
As asas de metal
Dos anjos sorrateiros
Devo pedir licença educadamente
E traduzir com o sal
As linhas horizontais vistas no céu
Chover como as estrelas
No milagre inédito
Sobre os telhados cinzentos
Ouço baixo o som das cores
Indecisas e emotivas
Como os cantos onde se escondem
Os segredos que fogem as mãos
Das luz do dia
Durante o dia sou um
A noite sou outro
Será a lei inquieta
Da verdade que é buscada
Em vidas caminhadas
E apertos de mãos
Dedilha-me as palavras santas
Na melodia, no amor
No dom e na poesia

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sem mais

Olhe e veja
Os rostos que vimos a poucas horas
Ou falamos demais
E tivemos visões proféticas
Da arte como um todo
Dentro das ilusões amargas
O doce canto de uma morte real
Fora de nossos sonhos
Nossa natureza concreta
E sem dinheiro
Somos ricos
Não porque temos
Mas porque vivemos
Tudo a seu respeito, vida querida
Vida,minha vida
Doce, querida e amarga
Vida dos meus pulmões
E o meu amor na esquina me vendo
Me esperando chegar
Eu estou romantico demais?
Se sou tão ácido?
Devo as palavras o meu castelo
Devo a minha não forma cognitiva
Ao gato que me assustou em uma noite dormida
Enquanto eu acordava
Sem mais vão-se as horas
E com elas a minha vida
Sem mais