sábado, 12 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Tudo o que sou tem encontrado leito e paz dentro da descontinuação, e tem sobrevivido ao meu passado cheio de causas e criado delas. No entanto, tenho me encontrado na causa das causas e fiz do meu próprio julgamento meu lugar de peregrinar e fazer contemplações. O céu sempre está acima enquanto a água deve fluir para baixo, e com isso acabaria dizendo mais de mim do que as próprias traduções do sânscrito talhado dentro dos meu ossos, fiz-me como invenção do médico, no entanto, somente a lua me retira suspíros de um amor mítico e único que somente me é dado perante ao enígma de cada fio branco de cabelo com a qual me vesti. Oráculo de mim mesmo, Beliôm que nunca escrevi, ainda me ressurge como uma profecía dizendo: Além de tudo aidna sim encontrarás palavras nunca nascidas e que não devem nascer, apenas devem correr como sangue e respiração.
terça-feira, 17 de abril de 2012
"Busco o que no horizonte é a luz, mas não a salvação, quero o que vem oculto no branco, o que é dado sem mesmo se pedir, me mostro por timidez para que não procurem aquilo que não mostro de mim. No entanto, mesmo minha sombra se torna uma denuncia que eu mesmo não sei. Então, mesmo o que sei, não é tudo o que oculto, procuro manter segredos mesmo de mim"
"Hoje olhei para minhas mãos, cheias de marcas e dores. Senti delas uma alegria sem angústia. Um louvor sem o merecimento. O dia começava, e eu mesmo nem bem acordado, mas elas doiam em um orgulho próprio, egoísta, imoral. Era uma imoralidade santa de duas mãos que doiam de prazer pelo trabalho. Uma imoralidade que eu mesmo desejo ter, todos os dias."
sábado, 14 de abril de 2012
Batuque
Alma de força e sisal
Com olhar de sol
Vestida com trapos do mundo
Recolhendo do quintal
A palha seca do fogo
Um milagre do amor
Pra espantar o frio
Da noite em gotas de prata
A harpa nos pés da cruz
Chorando a benção sobre os doentes
Sol poente
Palavras correntes de ouro e cristal
Alma de fumo de corda
Das romarias, com o perfume dos cravos
E a luz dos evangelhos
No batuque dos velhos tambores
Louvando verões dos céus
A redenção de Parsifal
WallMushú
Com olhar de sol
Vestida com trapos do mundo
Recolhendo do quintal
A palha seca do fogo
Um milagre do amor
Pra espantar o frio
Da noite em gotas de prata
A harpa nos pés da cruz
Chorando a benção sobre os doentes
Sol poente
Palavras correntes de ouro e cristal
Alma de fumo de corda
Das romarias, com o perfume dos cravos
E a luz dos evangelhos
No batuque dos velhos tambores
Louvando verões dos céus
A redenção de Parsifal
WallMushú
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Flores de Ébano
Não ouviste o sol quando a intenção passou
Não cultivaste os grão do meu dizer
Cada palavra de areia que você ignorou
Com belo prazer
Minha palavra se voltou contra você
E você não aceitou
Perdas e estrelas do céu que se apagou
Como notas musicais que o silêncio tocou
Como o vazio das nossas almas nascidas
No mundo que não é de ninguém
Para nós ou para quem
Restarão as flores?
As belas sabedorias
Encontradas em todas as profecías
Do que eu contei e adivinhei
Entre a noite de hoje e de ontem
O que não se ouviu
Não se voltará a dizer
Meu silêncio será a voz e o oreinte
Dos que se perdem no deserto
Sem nada para beber
Minha sombra será o gesto
Nas colinas que não saem do lugar
Com olhares perdidos batendo
Com outras épocas indo sem deixar
Rastros na terra para andar
Meu silêncio será a voz
Ouso dizer
E nada mais será o oriente
A seguir pelos caminho
Que ainda faltam trilhar
WallMushú
Não cultivaste os grão do meu dizer
Cada palavra de areia que você ignorou
Com belo prazer
Minha palavra se voltou contra você
E você não aceitou
Perdas e estrelas do céu que se apagou
Como notas musicais que o silêncio tocou
Como o vazio das nossas almas nascidas
No mundo que não é de ninguém
Para nós ou para quem
Restarão as flores?
As belas sabedorias
Encontradas em todas as profecías
Do que eu contei e adivinhei
Entre a noite de hoje e de ontem
O que não se ouviu
Não se voltará a dizer
Meu silêncio será a voz e o oreinte
Dos que se perdem no deserto
Sem nada para beber
Minha sombra será o gesto
Nas colinas que não saem do lugar
Com olhares perdidos batendo
Com outras épocas indo sem deixar
Rastros na terra para andar
Meu silêncio será a voz
Ouso dizer
E nada mais será o oriente
A seguir pelos caminho
Que ainda faltam trilhar
WallMushú
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