Porque não pararam
E só viraram o rosto
Quando viram o menino
E as flores de plastico
Imitando o que ninguém pode fazer
Não viram a vida que o jovem idoso
Carregava com o peso de uma penitência
Eu talvez desejei o inferno
Ou meu coração pulsava mais rápido
O frio e o suor nos lábios
A promessa por todos os lados
Não temos vagas
E eu não tenho casa
Tenho os cantos e os buracos
As penas empalhadas
Da pomba da paz nos cinemas
Dobram o relógio
Que eu atrasei de pena
Ainda vejo pessoas de plasticos
Praticando a caridade plastica do placebo
Esperando na fila pra pegar o remédio
Usando os lenços de papel
Um coração como a torre
De Babel
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Balanços
Chove doce olho
Aqui ninguém vem
Mesmo com o coração aberto
Porque ninguem tem
Medo do mundo
Até o susto
Porque passaram as nuvens
E porque não fez frio
A maior diferença que somos
É ser nós mesmos
Apesar de tudo
Me veja no espelho
Mesmo meus braços
A minha vida magra e até nconstante
Vem te manter
Mesmo as minhas asas de cera
Voaram pelos outros planetas
Mas eu te abraçarei
Não entenda todo mundo
Porque ele gira mesmo se não estuvermos
E isso ainda é novo pra mim
A gente ainda tem muito por vir
E ainda não morremos vivos
Nos cacos do chão gelado
Não me peça passos ousados
Pois isso vem em segredo
Apenas senta comigo
E olha os carros
Essa gente tem ainda vida e tem que viver
Apesar de tudo
Nem tudo vai ser diferente
Entende e deixa passar
Porque já não tem volta
A vida me deu dores e levou alegrias
Nosso consolo é o amanhã
E o que nele é novo
Pro nosso bem
Aqui ninguém vem
Mesmo com o coração aberto
Porque ninguem tem
Medo do mundo
Até o susto
Porque passaram as nuvens
E porque não fez frio
A maior diferença que somos
É ser nós mesmos
Apesar de tudo
Me veja no espelho
Mesmo meus braços
A minha vida magra e até nconstante
Vem te manter
Mesmo as minhas asas de cera
Voaram pelos outros planetas
Mas eu te abraçarei
Não entenda todo mundo
Porque ele gira mesmo se não estuvermos
E isso ainda é novo pra mim
A gente ainda tem muito por vir
E ainda não morremos vivos
Nos cacos do chão gelado
Não me peça passos ousados
Pois isso vem em segredo
Apenas senta comigo
E olha os carros
Essa gente tem ainda vida e tem que viver
Apesar de tudo
Nem tudo vai ser diferente
Entende e deixa passar
Porque já não tem volta
A vida me deu dores e levou alegrias
Nosso consolo é o amanhã
E o que nele é novo
Pro nosso bem
domingo, 2 de janeiro de 2011
Trecho
...
Ah, eu estou no chão
Na realidade
A terra é oval
A lua é um sinal
No sol ou na chuva....
WallMushu
Ah, eu estou no chão
Na realidade
A terra é oval
A lua é um sinal
No sol ou na chuva....
WallMushu
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Aquele que chegou
Eu sinto, eu sinto, está próximo, como o distante após o primeiro passo.
O olhar primeiro garimpando em simples mediações a razão presente nos sonhos, eu não gosto de me explicar, o profundo intransitivo me absorve tornando-me um mistério ainda mais profundo de mim, eu vejo os portões da santidade e de toda a minha sabedoria, mas há uma quimera vigiando, como olhos de lua agitando as marés.
Ah, os livros todos secos e empoeirados, mas esta é a alma dos livros, uma alma seca, somente úmida pela visão sedenta e salivante da dúvida, subindo todos os degraus do desapego ao tangível tocar da pele.
Eu pretendo encontrar na terra um tesouro além, das formas, quero encontrar a luz congelada.
Uma noção até mesmo nociva me mostra estar perto da verdade, e da horrível libertação só, onde eu serei obrigado a ser desapegado de tudo, acho mesmo que me sentei no degrau de uma noite sem escrever.
Acho que a minha inspiração assustada me revelou a verdade, então parabéns para mim, eu já não preciso do todo, então do que se precisa quando já não se precisa, o que sou se nem mesmo sou o ser de quem é?
A verdade é um salto num abismo, é o sem fim irrepetido, mas agora já chega, isso é muita liberdade.
O olhar primeiro garimpando em simples mediações a razão presente nos sonhos, eu não gosto de me explicar, o profundo intransitivo me absorve tornando-me um mistério ainda mais profundo de mim, eu vejo os portões da santidade e de toda a minha sabedoria, mas há uma quimera vigiando, como olhos de lua agitando as marés.
Ah, os livros todos secos e empoeirados, mas esta é a alma dos livros, uma alma seca, somente úmida pela visão sedenta e salivante da dúvida, subindo todos os degraus do desapego ao tangível tocar da pele.
Eu pretendo encontrar na terra um tesouro além, das formas, quero encontrar a luz congelada.
Uma noção até mesmo nociva me mostra estar perto da verdade, e da horrível libertação só, onde eu serei obrigado a ser desapegado de tudo, acho mesmo que me sentei no degrau de uma noite sem escrever.
Acho que a minha inspiração assustada me revelou a verdade, então parabéns para mim, eu já não preciso do todo, então do que se precisa quando já não se precisa, o que sou se nem mesmo sou o ser de quem é?
A verdade é um salto num abismo, é o sem fim irrepetido, mas agora já chega, isso é muita liberdade.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Cartas a um amigo ingrato
Do amargo ao doce,do perdoável ao imperdoável, sou o infinito dos extremos, muto malicioso, mas também muito ingênuo.
Eis que nesta ingenuidade de criança que não quer dormir tenho no sono infantil o desejo de ajudar coçando meus olhos sagazes.
Meus amigos, eu os amo e dentre eles um vem até mim e beija minha face, é um rapaz já casado, e quando ainda namorava ajudei de todas as formas, levava flores para esta moça, levava bilhetes, e levava cartas de amor, escritas por mim, mas com a assinatura deste homem.
Eu não a amava, mas sei escrever do amor que tenho e que é imenso.
Um ano após e vejo este rapaz novamente a me pedir cartas de amor que escrevi com minha dedicação, mas a falsidade dele foi além, um dia por um silêncio meu de segredo, algo que não se comenta com qualquer um, ele se vira pra mim e contesta minha amizade, culpando o silêncio inexplicável que eu tinha, e que nem sob esta cobrança eu expliquei.
Senti de súbito o ódio deste rapaz, por não possuir um dom que era meu e que por isso e somente por isso precisava de mim.
Como se sentem as marionetes, me senti sem boca, sem vida, sem vontade me senti um Pinocchio , sendo uma criança tentando ser transformada numa marionete.
E na sua impossibilidade de querer controlar algo que não podia desejou ele ter minha maior prova de submissão, quis brigar comigo.
Já compartilhávamos o ódio, ele de mim, e eu de mim mesmo, como eu pude ser realmente cego vendo a falsidade na minha frente?
Não briguei, não por falta de vontade, minha vontade era de devolver todo o desejo de controle que ele tinha sobre mim, tive vontade de arrancar minhas mãos e dizer: Agora tem as minha mãos, mas nem com a minha morte vai ter o meu dom", senti vontade de rasgar as palavras ditas e ocultas, escondidas nas entrelinhas da intenção, e faze-lo tentar dentre elas escolher a certa.
Não, resumi-me ao silêncio cínico de Davi, quando Michelangelo, lhe pediu que falasse e ele na morte de sua natureza expressiva respondia:"Não haverá em mim palavras ou outro sinal de vida, eis meu orgulho sobre tua capacidade aí."
Eu já escrevi cartas de amos para os ingratos, e no amor a ingratidão recebida calei minhas mãos, meu Deus, o silêncio também é ingrato.
sábado, 7 de novembro de 2009
Tempo atravessando a esquina
A sim, não tenho escrito desde a muito.
Quando chego na metade da rua, meu tempo já atravessou a esquina, tenho mudado muito minha forma de ver o mundo, e passei a entender menos ainda que não posso me ver além de um reflexo que o espelho jura ser meu.
Tenho muito a escrever e pouco tempo tenho.
Alias por hoje o meu já acabou.
domingo, 16 de agosto de 2009
Sou a alma de eterna busca sem ser achada.
Não sei o que busco, mas não tenho paz, não descanso, não durmo!
Talvez eu busque meu enigmas, aqueles que estão em volta de mim, que o céu e a terra desconhecem.
Talvez busque o meu sentido, ser ou vida.
Talvez busque a busca, o buscar sem fim, porque no fundo sei que deito, mas não posso dormir, eu não descanso, dentro do corpo e depois dele quando pego no sono.
Há sempre um lugar e sempre algo para achar, e sempre algo que me envolve como um feitiço, talvez eu busque o fim do mundo.
Procuro não pensar, porque se pensar morrerei, se não fizer algo no instante, pelo impulso que sou, não farei, ou no mais farei a contra-gosto.
Considero o pensamento a morte do ser, todo o ser é, eu sou o é do ser, aquele que pensa pende por dois caminhos muito prejudiciais, ou faz pela metade ou não faz, mas não é isso que busco.
Busco talvez a busca de mim.
Não sei o que busco, mas não tenho paz, não descanso, não durmo!
Talvez eu busque meu enigmas, aqueles que estão em volta de mim, que o céu e a terra desconhecem.
Talvez busque o meu sentido, ser ou vida.
Talvez busque a busca, o buscar sem fim, porque no fundo sei que deito, mas não posso dormir, eu não descanso, dentro do corpo e depois dele quando pego no sono.
Há sempre um lugar e sempre algo para achar, e sempre algo que me envolve como um feitiço, talvez eu busque o fim do mundo.
Procuro não pensar, porque se pensar morrerei, se não fizer algo no instante, pelo impulso que sou, não farei, ou no mais farei a contra-gosto.
Considero o pensamento a morte do ser, todo o ser é, eu sou o é do ser, aquele que pensa pende por dois caminhos muito prejudiciais, ou faz pela metade ou não faz, mas não é isso que busco.
Busco talvez a busca de mim.
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